Três pessoas tocando instrumentos musicais

Quais as Vantagens de Tocar um Instrumento, e Como Fazer Isso da Melhor Maneira

Por que tocar um instrumento musical pode ser tão importante para uma pessoa? Sei que isso parece conversa de músico e professor de música, mas a verdade é que novos estudos científicos surgem a todo momento mostrando pra gente o que nosso conhecimento empírico (aquele do dia-a-dia), já sabia: Tocar um instrumento musical, além de prazeroso, pode ser essencial para a maioria de nós humanos. Explico.

O que a neurociência diz?

O neurocientista Daniel Levitin, em seu livro I Heard There Was a Secret Chord (“Ouvi Dizer que Havia um Acorde Secreto”), escreve que as pessoas que tocam um instrumento musical tem várias vantagens sobre aquelas que não tocam (sim, é isso mesmo).

Por exemplo, os cérebros de pessoas que tocam algum instrumento musical são diferentes de maneiras positivas. Nós conseguimos ver isso em muitas pesquisas que falam que, de fato, tocar um instrumento musical pode alterar a estrutura cerebral.

Outro exemplo que diferencia pessoas que tocam um instrumento daquelas que não tocam é a questão social. Existem vários estudos mostrando quão benéfico pode ser o impacto social na vida de pessoas que tocam um instrumento. A música, de forma geral, pode melhorar vínculos afetivos até mesmo entre os membros da família, como já falamos nesse artigo.

E por fim, mas talvez a questão mais importante apontada pelo neurocientista, é a satisfação em tocar, o prazer! Veja o que Daniel Levitin fala sobre tocar um instrumento:

“Há uma satisfação pessoal que é difícil de apreciar até que você mesmo a tenha experimentado.” – Daniel Levitin 

Como estudar um instrumento musical de forma efetiva?

É importante falar que nunca é tarde para começar a tocar!

Daniel Levitin nos fala sobre um cientista conhecido dele que começou a estudar piano aos 50, por apenas 20 minutos por dia. Surpreendentemente, em 5 anos, ele conseguia tocar algumas peças em público. Depois de 10 anos, ele já era um excelente instrumentista. Mas como isso foi possível praticando apenas 20 minutos por dia?

Na verdade, o que ele fez foi usar seu conhecimento científico e técnico para tirar maior proveito do pouco tempo que ele tinha para aprender a tocar piano.

O que ele fazia: tocava 10 minutos antes de dormir e 10 minutos quando acordava. Simples assim!

  • 10 minutos antes de dormir – Como as memórias são consolidadas durante o sono, seu cérebro foi preparado para incorporar os dedilhados e movimentos motores que ele executou pouco antes de dormir.
  • 10 minutos depois de acordar – De manhã, ele reativava as memórias recém-consolidadas para colocá-las em prática. Todas as manhãs, ele descobria que conseguia tocar melhor do que no dia anterior.

Isso funcionou perfeitamente! É claro, com muita paciência e dedicação. Uma dica valiosa para você que não tem muito tempo para estudar um instrumento.


Referências

(De onde tiramos essas informações)
LEVITIN, Daniel J. I Heard There Was a Secret Chord: Music as Medicine. W. W. Norton & Company, New York, 2024.


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