Criança tocando um teclado pequeno dentro de casa.

Educação Musical e o Efeito Neuroprotetor

A aprendizagem musical tem sido amplamente estudada por seu impacto no desenvolvimento cognitivo, isso porque a prática musical envolve uma interação complexa entre diferentes áreas cerebrais. Mas você sabia que a música pode, além de influenciar o desenvolvimento cognitivo, agir como um neuroprotetor?

Como a aprendizagem musical influencia o desenvolvimento de diversas funções cognitivas ?

Recentemente, pesquisadores peruanos demonstraram que o treinamento musical, principalmente na infância, melhora significativamente a memória de trabalho, a capacidade de atenção e o raciocínio espacial. Eles também observaram que pessoas que possuíam treinamento musical desde a infância, apresentavam melhor desempenho em tarefas cognitivas em comparação com aqueles sem esse treinamento.

Os pesquisadores concluíram que a aprendizagem musical não apenas enriquece a educação artística e o ensino, mas também desempenha um papel crucial no desenvolvimento e na manutenção de diversas funções cognitivas, tornando a música uma ferramenta valiosa para a educação e a saúde cognitiva ao longo da vida.

Música possui efeito neuroprotetor?

Além de falar sobre os benefícios cognitivos que o ensino e a prática de música podem gerar, os pesquisadores escreveram que a prática musical contínua, mesmo na idade adulta, contribui para a preservação de diversas atividades cognitivas, mesmo na velhice. Isso é muito importante porque sugere que a música possui um efeito neuroprotetor, que é a capacidade de uma substância ou hábito de proteger os neurônios (células do cérebro) contra danos, degeneração ou morte.

O neurocientista Daniel Levitin também falou sobre o efeito neuroprotetor que a música pode gerar, veja o que ele escreveu:

Envolver-se em atividades multimodais, como tocar um instrumento, caminhar na natureza ou dançar, parece ser neuroprotetor e terapêutico, pois grandes redes cerebrais, que abrangem diferentes regiões do cérebro, são unificadas e ativadas para trabalhar de forma harmoniosa em direção a um objetivo comum.” – Daniel Levitin.

Outra pesquisa sobre o efeito neuroprotetor da música, feita em Buenos Aires, revelou que músicos de fato apresentam melhor desempenho em tarefas de memória de trabalho, flexibilidade e velocidade de processamento, o que confirma estudos anteriores sobre os benefícios do treinamento musical nessas funções.


Referências

(de onde tiramos essas informações)

LEVITIN, Daniel J. I Heard There Was a Secret Chord: Music as Medicine. W. W. Norton & Company, New York, 2024

RODOLFO HOLZMANN. El aprendizaje musical en el desarrollo de la cognición., [S. l.], v. 3, n. 2, 2025. DOI: 10.00000/rrh.3.5.24. Disponível em: http://revistas.undar.edu.pe/index.php/rodolfoholzmann/article/view/24.